Atendimento: (49) 3251.7700

Notícias


03/12

Cirurgião Pediátrico do Hospital Infantil Seara do Bem realiza cirurgia Inédita na região

Persistência do Canal Arterial em Pediatria

            O serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital Infantil Seara do Bem, na figura do  Dr. Pablo Rodrigo Knihs,  este ano iniciou a realização de procedimentos de cirurgia cardíaca . Até o momento já foram realizados 3 procedimentos cirurgicos,com sucesso,  sendo que 2 pacientes pesavam em torno de 1 kg, necessitando um período prolongado de recuperação pós operatória na nossa UTI neonatal.

            O Hospital vem buscando a cada dia a excelência no cuidado do paciente pediátrico, com aquisição de novos equipamentos e melhora das áreas físicas .

            Encontra-se em fase de ajustes finais a instalação de um tomografo de 16 canais, que vai agilizar e dar mais qualidade ao diagnóstico e segurança para os atendimentos de urgência e emergência  .

            O canal arterial é um  vaso que comunica a artéria pulmonar com a aorta no feto. É uma estrutura de grande importância nesse período da vida, pois uma maior porção do débito ventricular passa através dessa comunicação à aorta descendente e à placenta. Mas, logo aṕos o nascimento se inicia o processo de fechamento fisiologico ( funcional) do mesmo.

             O fechamento funcional do canal arterial no recém-nascido a termo ocorre com 12 a 15 horas de vida, e o permanente, com 5 a 7 dias, alcançando, em alguns casos, até o 21º dia. No prematuro, o canal arterial permanece aberto por um período mais prolongado, e a freqüência da persistência do canal arterial é proporcionalmente maior quanto mais imaturo for o recém-nascido.

            Estima-se que 10 a 42% dos neonatos prematuros e com baixo peso ao nascer (menor que 2500g) possuem CA patente. Registram-se percentuais de 15 a 45% para neonatos com PN entre 1500g e 1000g, chegando a 55 a 80% quando o PN é inferior a 1000g. Quanto à idade gestacional, a prevalência relatada é em torno de 35 a 75% entre 25 e 29 semanas, de 10 a 20% entre 30 e 34 semanas e menor de 1% naqueles com mais de 34 semanas .

            Afiune et al., em artigo publicado, confirmam esses dados, mostrando uma freqüência de 58,8% em recém-nascidos com peso inferior a 1.000 g e de 25%, com peso superior a esse valor. O mecanismo da manutenção da abertura do canal ainda é desconhecido, porém a alta concentração de prostaglandina E2 encontrada em prematuros e a não efetividade do fechamento inicial estão entre os fatores responsáveis por essa resposta.

            A persistência sintomática do canal arterial é definida pela presença do sopro cardíaco, pela taquicardia, pelo precórdio hiperdinâmico e pelo aumento da amplitude de pulso.

            O diagnóstico e realizado  pelo ECG, RX de Tórax , exame clinico e necessita a realização de um Ecocardiograma. Medidas do ecocardiograma, tais como diâmetro do átrio esquerdo, relação do átrio esquerdo com o diâmetro da aorta, diâmetro do canal arterial, padrão de fluxo na aorta descendente e no ramo esquerdo da artéria pulmonar, têm sido usadas para quantificar o canal arterial. Essa quantificação é muito importante para a decisão da conduta e na diferenciação diagnóstica, pois o quadro clínico nesses pacientes está, na maioria das vezes, sobreposto às alterações pulmonares.

             A diferenciação do predomínio entre a repercussão hemodinâmica do canal arterial e a severidade do comprometimento pulmonar é mais difícil quanto mais prematuro for o paciente. Outrossim, a mortalidade está diretamente relacionada aos canais arteriais de repercussão hemodinâmica.

            Os canais arteriais de repercussão hemodinâmica podem estar associados também a complicações importantes. A presença de persistência do canal arterial em prematuro de baixo peso é um risco independente do desenvolvimento de enterite necrotizante. A prevenção da prematuridade e o fechamento de canal arterial clinicamente significante mostram forte evidência de diminuição de ocorrência de casos ou de severidade de displasia broncopulmonar. O fechamento do canal arterial reduz também o risco de hemorragia pulmonar.

            Com o tratamento atual, seja medicamentoso ou cirúrgico, o prognóstico desses pacientes tem melhorado significativamente.

            Também , em virtude da prematuridade e do baixo peso destes pacientes o transporte para outros centros se tornava de risco e uma dificuldade a mais nestas situações. 

             A mortalidade cirúrgica hoje é extremamente baixa.

 

Galeria

Dica do Dr. Bem

INVERNO: NOSSA REGIÃO ATINGE TEMPERATURAS MUITO BAIXAS E COM ISSO AUMENTA-SE O USO DE FOGÕES A LENHA, LAREIRAS E AQUECEDORES O QUE PODE CAUSAR QUEIMADURAS, REDOBRE A ATENÇÃO COM AS CRIANÇAS!

Obrigado por se inscrever na nossa newsletter.
Sua informação foi armazenada e você deve receber uma confirmação da inscrição no seu email.

×

Preencha dados válidos em ambos os campos e tente novamente.

×